Que Brasil nós estamos sendo? A partir dessa pergunta, a ministra Cármen Lúcia, Presidente do Supremo Tribunal Federal, defendeu uma participação mais ativa da sociedade na busca de soluções para os problemas e desafios do país no encerramento do fórum Você Muda o Brasil, realizado na manhã desta segunda-feira, em São Paulo.

“O Brasil não é Brasília, o STF, o Executivo ou o Legislativo. E isso não é exercício de retórica”, disse. “É a Constituição que fala que todo poder emana do povo. Se o país der certo, todos damos certo. Se der errado, todos damos errado.”

Segundo ela, o Brasil precisa quebrar “velhos padrões de comportamento” de deixar para os outros a responsabilidade pelas mudanças. “A vontade de fazer é um dever cívico de todos nós. Cada um de nós tem que achar sua maneira de dar jeito no Brasil. Quem não cumpre as obrigações com seu país é omisso”, disse.

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E a mudança, enfatizou a ministra, é um processo, e não uma tarefa com começo, meio e fim. “O Brasil é uma construção. O que eu quiser fazer, preciso fazer todos os dias.” A superação de desafios passa necessariamente pela educação, enfatizou. “Não há democracia plena sem educação para todos”.

Em uma mensagem de otimismo, a ministra disse ser “preciso premeditar para esse país dar errado. Não é possível ele dar errado tendo as condições que tem”.