Não existe projeto de país que dê certo sem investimento em educação. A máxima foi relembrada por Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, na abertura do painel “Educação e ética para a transformação do país”, o segundo do fórum Você Muda o Brasil, realizado na manhã desta segunda-feira, em São Paulo. E os participantes do painel também reiteraram: é preciso colocar de vez essa urgência em prática.

“Precisamos combater o consenso retórico. Temos que sair do discurso e colocar a educação de fato na agenda da sociedade”, disse Priscila Cruz, presidente executiva do Todos pela Educação. Jair Ribeiro, presidente do Parceiros da Educação, sugeriu também que os projetos a serem adotados no ensino sejam baseados em iniciativas de conhecida eficácia. “É a hora de tirar o achismo e a ideologia das discussões sobre educação”, afirmou.

Um caso de sucesso foi apresentado por Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), que tem dado apoio a projetos pedagógicos em vários estados e ajudou Pernambuco a saltar para o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o principal indicador da qualidade da educação básica. “Não dá para esperar mais. Precisamos colocar a educação como prioridade e assegurar a continuidade das políticas, independentemente do resultado das eleições.”

Educação exige investimento. Se esses recursos não chegam a seu destino, o problema não é necessariamente causado pela corrupção, como lembrou o filósofo, professor e escritor Mario Sérgio Cortella. “A sonegação também não deixa os recursos chegarem a seu destino”, disse.

A questão ética foi tratada também por Fabio Barbosa, presidente dos conselhos do Centro de Liderança Pública (CLP) e da Endeavor e vice-presidente do conselho da Fundação Itaú Social. “Transformações éticas passam por mudanças no cotidiano das pessoas. Isso é uma reforma de valores, e o bom dessa reforma é que ela não precisa passar pelo Congresso. Ela depende de cada um de nós”, afirmou.

A transformação ética não vale apenas para os indivíduos. “A ética não é mais um assunto acessório na vida das empresas. Isso está no nosso dia a dia”, disse Pedro Wongtschowski, presidente do Conselho de Administração da Ultrapar. “E a educação é essencial para disseminar essa ideia.”

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Assista ao painel na íntegra: