Para Priscila Cruz, presidente do Todos Pela Educação, a exigência de ensino público de qualidade só vai crescer

Assim como a sociedade exigiu o fim da hiperinflação, entre a segunda metade da década de 80 e o início da de 90, e o combate à corrupção, mais recentemente, a terceira onda de cobrança vai ser pela melhoria da qualidade do ensino público, avalia Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. É difícil articular as forças políticas para projetos de educação de longo prazo e, por isso, eles acabam sendo adiados, diz ela, mas o país não pode mais adiar esse esforço. “Precisamos quebrar as resistências de quem não quer mudar [a educação para melhor]”, afirma.

Segundo Priscila, é preciso combater o mito de que leva muito tempo para se conseguir avanços. “Portugal melhorou o desempenho de seus alunos em 15 anos. A Rússia teve um crescimento incrível de qualidade e o Chile colocou a educação como prioridade e se tornou o melhor país da América Latina nesse capítulo”, disse no evento E Agora, Brasil?, promovido pelos jornais O Globo e Valor, em São Paulo, no dia 26 de setembro.

Priscila Cruz, que foi uma das palestrantes do evento do Você Muda o Brasil (clique e assista) no dia 27 de agosto, afirma ainda que o Brasil tem boas iniciativas para usar como referência. Os estados do Espírito Santo, Ceará, Goiás e Pernambuco têm, cada um à sua maneira, casos de sucesso na melhoria do ensino público para nos inspirar.

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